Três erros que fazem qualquer profissional inteligente parecer um idiota, uma solução simples, mas nada fácil e como transformar esses erros em Sucesso Profissional

Ninguém está livre de pagar mico ou de parecer um idiota em algum momento de vida. Aliás, se você quer ir longe, não pode ter medo de parecer ridículo, mas repetir algumas atitudes pode ser o exato motivo pelo qual você não tem alcançado o sucesso e reconhecimento profissional que deseja.

Alguns profissionais olham para sua trajetória profissional como uma guerra de batalhas infindáveis em um campo minado. Eu prefiro acreditar que é mais uma luta de quem é você hoje com quem você precisa ser amanhã.

Mesmo para quem já assumiu essa perspectiva mais responsável pelos rumos da própria trajetória profissional, é natural cometermos erros e isso não é uma tragédia. Afinal, quem nunca ouviu a expressão “é errando que se aprende”, mas alguns erros podem fazer com que qualquer profissional inteligente parecer um idiota.

O primeiro é achar que já sabe tudo. É o famoso “Isso eu já sei!”. Alguns, em estágio crônico, dizem que sabem mais que seus chefes, sentindo-se superiores a todo mundo.

O segundo é não ter controle de suas emoções. Tudo é motivo de irritação. Ele explode com seus pares, chuta todo estagiário que não entende seus pedidos e fica bufando diante do chefe, quando a opinião é diferente do que ele acha o melhor caminho.

O terceiro é achar que já fez o bastante ou que ele é o único que “dá o sangue” pela empresa. Estão tão convictos de que fizeram muito mais que os seus colegas, que decidem levar a vida em banho-maria, como se essa fosse a melhor maneira de demonstrar sua insatisfação.

Esses três erros produzem uma ilusão amarga, que faz com que profissionais inteligentes façam papel de idiota. Além de colocar sua posição e emprego em risco, mostra que se esqueceram de desenvolver uma das habilidades mais desejadas nos profissionais de sucesso: a capacidade de se auto avaliar com coerência e bom senso.

Penso que só se avalia bem quem é capaz de se enxergar, de olhar para si mesmo, quem trabalha o autoconhecimento como ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional. Autoconhecimento não é coisa de livro de autoajuda, mas trabalho consciente de quem se faz artesão de sua própria história, de quem reconhece que isso aumenta suas referências para avaliação de seu próprio desempenho.

Não acho estranho que tantos os erros que apontei acima, e outros não mencionados aqui, sejam cometidos por profissionais inteligentes. Há muita atenção concentrada na aquisição e desenvolvimento de competência técnica. Aprende-se muito sobre como lidar com os papéis, com os projetos, com os computadores, mas muito menos sobre como equalizar todo conhecimento das faculdades e dos MBA com a inteligência emocional.

Inteligência emocional é assunto que já esteve mais em alta, mas a impressão é que, mesmo nos momentos em que esteve entre os assuntos mais discutidos, foi trabalhado mais teoricamente. É difícil desenvolver um trabalho de inteligência emocional consistente. O simples fato que a matéria-prima é o próprio humano e que cada um de nós carrega em si uma singularidade notável parece tornar mais distante a viabilidade da inteligência emocional como um programa ou treinamento possível.

Eu me recordo de algumas situações em que sofri por não ter sido capaz de enxergar rapidamente que a competência técnica não estava sendo suficiente e que o que eu precisa mesmo era me conhecer melhor, reconhecer motivações, valores, ampliar referências e desenvolver minha inteligência emocional.

Trabalhando com Coaching há alguns anos, hoje percebo que não fui um caso isolado. Muitos profissionais não percebem que o sucesso e o reconhecimento ainda não chegaram, porque sua ineficiência emocional afeta sua eficiência técnica, a clareza de suas ações, decisões e da sua capacidade de reconhecer o que você realmente precisa fazer.

O caminho seguro é gerenciar emoções, mas é preciso fazer isso da maneira certa. Durante um processo de Coaching, trabalho isso com profundidade, mas se você pode fazer um bom trabalho se não ficar trabalhando a emoção pela emoção. Explico: algumas pessoas dizem que precisam ser mais controladas e repetem uma afirmação como se fosse um mantra.

Talvez seja possível alcançar algum resultado, depois de passar muito tempo tentando convencer seu cérebro – pela força – de que ele deve te ajudar a se controlar. Contudo, quando se decide gerenciar seu sistema emocional em função da sua eficiência profissional, suas chances de alcançar excelente resultados se multiplicam exponencialmente e, de quebra, diminui muito as chances de cometer mais daqueles erros idiotas!

Sucesso e paz!

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