2 Passos para Desligar o Botão da Ansiedade e Reduzir em até 90% o seu Nível de Estresse

Há dias em que acordamos plugados num gerador de ansiedade que funciona no 220 volts, não é?

E ficamos nos perguntando: fui dormir tão tranquilo e acordei mega pilhado! Por quê? Por quê! Pooooor quê? Rsrs

E uma nuvem densa parece esconder de nós qualquer resposta coerente, lógica e inteligente.

Neste artigo, quero te mostrar porque isso acontece é como você pode reencontrar a harmonia.

Tomamos mais de 400 decisões por dia. Alguns falam em mais de 1000 decisões e outros até mais do que isso.

É impressionante!

Algumas decisões são lógicas, fáceis. Eu abro a geladeira, olho rapidamente o que está disponível e escolho o cardápio.

Parêntese: algumas pessoas ficam griladas demais com o lance da comida. Passam mais tempo decidindo o que vão comer do que propriamente comendo o que decidiram comer.

Eu fico pensando se elas acreditam que toda refeição pode ser a última e, por isso, precisa ser cuidadosamente selecionada dentre todas as opções. É engraçado, mas igualmente trágico!

…mas nem tudo se resume a almoço e jantar.

Há decisões que são consideradas tão cruciais na vida, que a ansiedade se torna algo aceitável. Que faculdade escolher, que emprego aceitar, com quem se casar e por aí à fora. Quando estamos diante disso e nos dizemos ansiosos, é bem possível que as pessoas nos digam que é normal, afinal são decisões sérias!

Sem contar que algumas vezes, o que nos deixa ansiosos é justamente o fato de termos tomado uma certa decisão. A pessoa decidi que fará um passeio em duas semanas e, deste momento em diante, não consegue mais dormir direito!

Talvez seja por aqui o caminho que desejo percorrer com você, porque a ansiedade de alguma forma, mora bem aqui: nas decisões.

Quem já visitou os principais pontos turísticos do Nordeste, sabe que lá só existem dois tipos de passeio: com emoção e sem emoção.

Todos os dias, nós também nos vemos – inúmeras vezes – diante de uma situação parecida: com ansiedade ou sem ansiedade? O botão está sempre disponível e nós precisamos entender que ou apertamos o botão e vivemos o dia com ansiedades ou puxamos a tomada e decidimos: hoje não, só por hoje, não!

E no mundo real? É possível viver assim? Você acordou ansioso ou vem vivendo cheio de ansiedades e, se te perguntam por que, você nem sabe dizer?

Eu prefiro acreditar que sempre há uma saída. Entendo que saída é diferente de solução, porque quase sempre a solução está num processo, numa jornada, num tratamento. À saída é o primeiro passo da solução.

Quero compartilhar com você uma forma simples, dois passos simples de executar, que pode ajudar e até resolver seu problema de ansiedade:

1. Entenda o que aconteceu. Mesmo quando o motivo da ansiedade parece ser desconhecido, decida entender o que aconteceu. Se você acordou ou acorda muitas vezes com um alto nível de ansiedade, é muito provável que o motivo esteja próximo, a sua volta! É muito possível que seja resultado de problemas circunstânciais.

Então, faça, mentalmente, o caminho de volta. Mais ou menos como alguém que perde a chave do carro no estacionamento do mercado. Para, pensa em que caminho fez e percorre novamente a mesma rota tentando encontrá-la.

Faça isso!

Procure pelo momento em que você perdeu a paz. Em que local aconteceu? diante de que situação?

Entender o motivo pode não resolver em alguns casos, mas é muito provável que vai reduzir muuuuuito seu nível de ansiedade.

2. Exigir, mesmo que inconscientemente, que aquilo que foi decidido ontem à noite seja criado/produzido enquanto dormimos e que, ao acordarmos, apareça materializado e embrulhado para presente, pode gerar algum tipo de ansiedade. Rsrsrs. Eu tenho essa ligeira impressão. Pergunte-me como é que eu sei disso?

…mas como resolver isso? Equacione as informações que estão na cabeça com as que a realidade está te apresentando.

É como a pessoa apressada, que deseja subir correndo pela escada rolante, mas se vê impedida pelo time de vôlei da terceira idade que estacionou seus equipamentos na escada e aguardam pa-ci-en-te-men-te pelos 17 segundos que as distanciam do destino.

O ansioso, no caso, você, já queria estar lá, mas não tem jeito. Vai precisar esperar por loooongos 17 segundos para chegar ao destino, porque há meia dúzia de velhas atrapalhando seus planos.

Esta pressa é injustificável, mas nem todos nós sabemos que nossa mente não entende isso, e que sempre haverá em nós, uma voz dizendo: eu mereço! Mereço e mereço agora! Rsrsrs.

E para “curar a si mesmo”, você pode fazer algumas perguntas neste momento:

Primeira pergunta: quanto tempo em média, uma pessoa normal executaria essa mesma tarefa, trajeto, projeto, ideia? Pode ser algo aproximado: quinze minutos, por exemplo? Ok! E você? Em quanto tempo está querendo executar? 8 minutos? 3,5
Minutos? Hummmm…

Entendeu, não é?

São ideias simples, mas que nos direciona para questões centrais. Sair do piloto automático e refletir sobre as causas de tanta ansiedade à luz de perguntas simples como estas é um santo remédio!

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